Na margem norte do rio Lis a 9 Km da foz do mesmo, encontra-se situada a Carreira banhada a oeste pelos imensos campos de milho e de arroz, assim como pelas salinas naturais. Uma terra, onde a sobrevivência era o trabalho do campo, ouviam-se mandos no gado, viam-se rostos cansados mas depois do trabalho, na volta para casa, havia ainda tempo para cantigas. Depois nos serões de desfolhadas, no fabrico de esteiras e bordados, no convívio das tabernas (adegas), cantava-se (muitas vezes a desgarrada) e dançava-se ao toque da concertina. Foi assim, que durante algum tempo, se formaram alguns pares dançantes, dando origem, em Abril de 1964 ao Rancho Folclórico Rosas do Liz. As recolhas feitas nos anciões da nossa aldeia, trazem-nos à realidade, através das vestes, das danças, dos cantares, assim como no artesanato (esteiras, moal, enxada, ancinho, rodo, cabaz de sal, condessa, cesta merenda, cântaros de barro, cestos de verga) a maneira de viver no início do séc. XX.
Alguns trajes Domingueiros, noivos, quinteiro, ceifeiros, mondadeira, cavador, saleiro.
Danças e cantares Vira da nossa aldeia; Carreira Terra Alegre; Vai dar orgulho à canseira; Dá-me a tua mão e canta; O meu amor não é este; Não sei se vá ou se fique.
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